| | | | A qualidade de uma revista médica pode ser objectivada por vários indicadores, entre eles a citação ou a referenciação bibliográfica. Sendo a Revista Portuguesa de Clínica Geral a publicação mais prestigiada na área da Medicina Geral e Familiar em Portugal, é importante conhecer a citação bibliográfica dos artigos anteriomente nela publicados nos novos artigos. |
| A auto-medicação informada é benéfica para a população e para o Sistema de Saúde, mas é frequente constatarem-se incorrecções, aumentando o risco de efeitos adversos. Numa amostra de doentes frequentadores de um Centro de Saúde dos arredores de Lisboa, caracterizaram-se os episódios auto-limitados de dor aguda e respectiva gestão terapêutica.Verificou-se que há associações significativas entre a auto-medicação e alguns factores sócio-demográficos e que aquela interfere com a posologia adequada. Também se observou que a auto-decisão é muito importante dentro da auto-medicação, sugerindo-se que os utentes devam ser melhor esclarecidos sobre as propriedades dos fármacos. |
| A importância deste artigo é clara. Cada médico de família tem vários doentes sob anticoagulação oral e os anticoagulantes são fármacos com uma janela terapêutica estreita e múltiplas interacções. Tendo por base a literatura publicada sobre o tema, clarificam-se quais as interacções clinicamente relevantes. Estas são resumidas num quadro que poderá ser útil ter por perto no seu dossiê de apoio à consulta. |
| A gestão da terapêutica da fibrilhação auricular é frequentemente um desafio e, por vezes, fica-se distante daquilo que são as recomendações internacionais. Neste artigo de prática, ilustra-se como princípios da medicina familiar (a globalidade de cuidados, o conhecimento da pessoa e a utilização da família enquanto recurso) podem ajudar a cumprir essas recomendações. Parte-se de dois curtos relatos de caso e reflecte-se sobre o que fundamentou as decisões terapêuticas. |
| Este é sem dúvida um relato de caso original. Debruça-se mais sobre a relação médico-doente e como as emoções interferem na consulta. É um relato, não só das consultas com um doente difícil, mas também da frustração sentida no final da consulta e das estratégias que a nossa colega utilizou para ultrapassar essa frustração.Ao longo do artigo, reflecte-se sobre a prestação de cuidados a indivíduos de culturas minoritárias e sobre o conflito entre dois princípios éticos: o respeito da auto-determinação dos doentes e o princípio da beneficiência dos médicos. |
| A comunicação é um instrumento importante da prática médica, em especial da medicina geral e familiar. A abordagem biopsicossocial necessita de uma forte componente comunicacional, seja na consulta, nas actividades de prevenção e nas de educação para a saúde. A comunicação médico-doente influencia a aderência à terapêutica e os índices de satisfação. A comunicação também desempenha um papel importante no desencadear ou na prevenção do stress e burnout do(a) médico(a). Considera-se que a formação em comunicação deve ser mais valorizada. |
| As consultas consideradas difíceis são frequentes em medicina geral e familiar, perturbando a prestação de cuidados e sendo fonte de insatisfação para o médico e para o paciente. Analisam-se as características do médico, do doente e das circunstâncias que podem contribuir para a ocorrência de uma consulta difícil. Há indicações de que as consultas consideradas difíceis podem atingir os 15%, delas resultando menor concentração na efectividade de cuidados, desperdício de energias, protestos e manutenção dos problemas de saúde. Sugerem-se estratégias para melhorar a comunicação e a relação médico- -paciente. |
| Conceptualiza-se o que se entende por processo relacional, enfatizando a ideia de cuidar e debatendo a intencionalidade na comunicação dessa ideia. É aprofundado o sentido da situação clínica relatada no grupo, debatido o papel dos facilitadores e apresentado o vasto campo da temática dos grupos Balint. Refere-se a experiência do actual Grupo Balint do Porto, que desde há três anos vem reunindo com a participação de médicos de família, internos de Medicina e outros profissionais de saúde. Disserta-se sobre o fenómeno da grupalidade com intuito formativo. |
| A experiência de pertencer a um grupo Balint e os objectivos dos líderes dos grupos têm mudado ao longo dos anos. As tentativas iniciais de transformar os médicos de clínica geral em psicoterapeutas, deram lugar a um objectivo mais realista, que consiste em encorajar um estilo de consulta humanístico e empático. Actualmente, os médicos ainda beneficiam da oportunidade em falarem sobre as suas relações com os doentes. Será aconselhável que os líderes prestem mais atenção às preocupações e angústias específicas dos jovens médicos. |
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| - Educação Médica Contínua School of Medicine, University of Alabama at Birmingham
- European Society of Cardiology/Sociedade Europeia de Cardiologia
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